Continuando a publicação sobre cédulas antigas, que circularam entre os anos 80 e início dos anos 90, nesse post podemos ver o troca-troca de moedas que ocorreu no Brasil em menos de 10 anos. Até organizar cronologicamente fica um pouco difícil para quem, como eu, sou leigo em economia e tenho apenas a lembrança e a guarda de algumas cédulas usadas na época. Ou seja, essa apresentação serve mais para uma recordação do que um registro preciso da história econômica.

Ao que se apresenta nas notas resgatadas de gavetas e velhas carteiras, dá para fazer o seguinte roteiro: do Cruzeiro fomos ao Cruzado (em 1986, governo Sarney). A seguir, com o naufrágio do Cruzado, seguimos para o Cruzado Novo, também no período Sarney (1985-1989). Já no governo Collor (1990-1992) o Cruzeiro foi reintroduzido, porém por pouco tempo. Acredito que já no governo de Itamar Franco, porém, tenha circulado por algum tempo o Cruzeiro Real, pois uma única cédula com essa nomeação foi encontrada.

É provável que esse Cruzeiro Real tenha sido um prelúdio para finalmente chegarmos ao Real, a moeda que nos acompanha desde 1994. Por um curto período, houve também a chamada URV (Unidade Real de Valor), um fator de conversão que foi usado por algumas semanas durante o período da última troca de moeda ocorrida no país. Difícil de entender ao ler? Imaginem vivenciar na prática.

Pintores, escritores, poetas, cientistas, ex-presidentes…várias foram as personalidades estampadas nas cédulas. Somente com o advento do Real essa prática deixou de ser seguida, e passaram a adotar os animais da fauna brasileira, que estão até hoje nas nossas notas. Também, convenhamos, haja ‘celebridades’ para homenagear com a inflação da época.


Machado de Assis, Cândido Portinari, Carlos Chagas e Oswaldo Cruz ilustraram algumas notas do período. As marcadas com um ‘carimbo triangular’ são da fase de transição do Cruzado para o Cruzado Novo. Já a de ‘carimbo circular’ é mais antiga, da transição de Cruzeiro para Cruzado.


Rui Barbosa, a Águia de Haia, ilustrava a nota de 10.000 Cruzeiros, antes do Cruzado. A cédula mostrada já era do período de transição (carimbada).


Duas notas que mostram bem uma das trocas de moeda: ambas com o ex-presidente JK, uma de 100.000 cruzeiros e a outra de 100 cruzados.


Os escritores Carlos Drumond de Andrade e Cecília Meireles, e o cientista Augusto Ruschi fizeram parte dessa ‘coleção’ do Cruzado Novo. Apenas a cédula de 200 Cruzados Novos dispensou uma celebridade. A de 50 Cruzados Novos já tem um carimbo para a nova fase de Cruzeiro, no governo Collor.


Por fim, Anísio Teixeira, jurista e educador, ilustrando uma rara cédula de Cruzeiros Reais.

Pelo menos nesse quesito ‘moeda’, o Brasil melhorou. Precisaríamos de novos ‘planos reais’ para termos um Estado mais prestativo e justo, menos corrupto e desperdiçador, para de fato evoluirmos como povo e nação. Quem sabe no futuro alguém conte num blog as loucuras da Lava Jato e casos similares, mas já num Brasil moralmente diferente?

Nos anos 80 o Brasil vivia sob forte inflação e a moeda da época, o Cruzeiro, se desvalorizava a largos passos.
Em questão de poucos meses o governo criava novas cédulas, de maior valor impresso, para que as transações comerciais fossem realizadas dentro de um montante razoável de dinheiro.

Nesse post reuni algumas que vigoraram na época. Do mísero 1 cruzeiro aos espantosos 100.000 cruzeiros, o mais comum era homenagear cada cédula com uma figura histórica. Assim, tivemos o diplomata Barão do Rio Branco, que negociou nossas fronteiras (o popular mil barão), passando pela Princesa Isabel, Duque de Caxias e Deodoro da Fonseca, até chegarmos à figura de Câmara Cascudo, estudioso da cultura popular brasileira, na nota de 50.000 cruzeiros. Quando, porém, foi necessário lançar a cédula de 100.000 cruzeiros, dispensaram as personalidades e elegeram as Cataratas do Iguaçu para estampar a mais valorizada nota de então. De fato, um rio de dinheiro.

Quem passou pelo período sabe da correria aos bancos, e em seguida ao comércio, para adquirir os bens necessários no menor espaço de tempo possível, afim de não perder o seu poder de compra. Tal ciclo só seria revertido alguns anos mais tarde com a chegada do Plano Real, em 1994. Antes, porém, passaríamos por vários outros planos econômicos e ainda por mais trocas de moeda: do Cruzeiro para o Cruzado, deste para o Cruzado Novo, e novamente para o Cruzeiro, com alguns cortes de zeros nesse processo. Várias foram as cédulas lançadas no período. Boa parte delas, ou quase todas, mostrarei nesta e em outra postagem. Deem uma olhada:


Verdinha como o dólar, mas valia nada, coitada.


O famoso Barão.


Castelo Branco, o primeiro presidente do período militar entre 1964 e 1985.


O Duque (100), A Princesa (200) e o Marechal (500).


Outra de 1 mil Cruzeiros, com o militar Cândido Rondon. A de 5.000, traz Vital Brazil, médico cientista. Essas notas são de outra geração do Cruzeiro.


Câmara Cascudo, na nota de 50.000 cruzeiros. E as Cascatas do Iguaçu, na de 100.000.

Nota: pesquisando um pouco mais, achei uma cédula de 500.000 Cruzeiros, que homenageava Mário de Andrade. Acho que foi o limite em termos de valor para o Cruzeiro, nessa fase dos anos 80/90.

Em tantos anos frequentando o litoral, nunca havia passado um dia na praia de Taquaras, na Interpraias de Balneário Camboriú. Mas 2019 chegou e a ‘novidade’ foi uma grata surpresa. Mar delicioso, limpo, esmeralda de fato. Águas mornas, uma ou outra onda mais forte. Movimentada como qualquer praia de Santa Catarina em janeiro, mas sem aglomerações, sem trocentas caixas de som portáteis. Lembrou um pouco a praia Brava, em Itajaí, de 10 ou 15 anos atrás, e que no entanto tornou-se muito glamourizada, cara e lotada.
Voltando à Taquaras: é fácil chegar, de estacionar. Alguns bares e restaurantes servem na areia, embora seja bem mais prático – e barato – levar uma caixa térmica com algumas cervejas e lanches. O mais importante, porém: “é preciso salgar os pés para adoçar a alma”. Nesse quesito, o último domingo em Taquaras foi como ir numa confeitaria.

Só lembrando: Taquaras ficar entre as praias de Laranjeiras e do Pinho.

Hello world!

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11 jan 2019

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Depois das eleições mais emocionantes dos últimos tempos, e tendo acompanhado principalmente pelas redes sociais todo o processo, achava que tinha um conhecimento razoável sobre o nosso louco sistema partidário. Ledo engano. No programa Painel WW, recentemente o Willian Waack disse que, por dever de ofício, até deveria conhecer os 35 partidos que atualmente tem registro no Brasil. Porém, não sabia de cabeça todas as ‘legendas’ que povoam a política nacional. Convenhamos que é difícil se lembrar de todos, não é?

Resolvi, então, fazer uma auto avaliação. De quantos partidos eu lembraria a sigla/nome, e se lembraria de pelo menos algum político do respectivo partido. O resultado foi esse: Do total de 35, rascunhei uma lista de 23, dos quais apenas de 17 veio à memória algum político.
Doze partidos nem tive lembrança. Ou seja, nada relevante deve ter sido feito pelos integrantes desses partidos para sequer ter alguma repercussão na impressa.

A cláusula de barreira, votada na última reforma política, deve extinguir alguns partidos. Quem foi eleito por um partido que ficou na rabeira da última eleição poderá migrar para outro, na ‘janela’ prevista para o tradicional troca-troca de legendas, no próximo ano. É o tradicional jeitinho brasileiro de fazer a democracia andar em círculos.

Acho que o que temos hoje, revelado após a abertura das urnas, é o seguinte quadro: 1 – Esquerda, representada pelo PT e seus satélites; 2 – Liberalismo e Anti-Petismo (PSL, Novo); 3 – Política pragmática, representada pelo MDB e Centrão (DEM, PP, PTB, PSD, PR), que não tem claro ideologia alguma, apenas surfam na onda do momento. Talvez os tucanos se juntem a esse último grupo, pois perderam o tradicional posto de rival da extrema esquerda.

Definitivamente é um modelo político desenhado para não dar certo, principalmente por esses últimos. Qualquer país democrático desenvolvido possui poucos partidos, com ideologias delimitadas, que os fazem subir ou descer do poder em ciclos de acordo com circunstâncias econômicas e sociais. Teremos uma chance a partir de 2019 de experimentar uma nova visão, para o Brasil, de gestão do Estado. Se vai dar certo (eu penso e torço que sim) só o tempo dirá. Alternância no poder é essencial para a evolução democrática.

E você, quantos partidos e políticos conhece de cabeça? Faça sua lista e depois pesquise. Aproveite o conhecimento disponível e se informe.

Recomendo acompanhar no YouTube esses programas para saber um pouco mais da política:

– Os pingos nos Is, da Jovem Pan, com Felipe Moura Brasil, José Maria Trindade e Augusto Nunes.
– Painel WW, com o Willian Waack

A despedida desse abril de 2018 foi num dos lugares mais bonitos – na minha humilde opinião – de Santa Catarina: o Farol do Santa Marta, em Laguna.
Já faziam mais de 16 anos que não visitava o local. Havia ido a primeira vez entre 1995 e 1996, e uma segunda vez em novembro de 2001. O retorno ao local, desta vez, foi bem mais fácil.

Nas outras vezes, a aventura foi mais, digamos, selvagem. Após a travessia com o Ferry, do centro de Laguna para a Barra, a estrada que ligava esse ponto ao farol era de terra e areia, sendo um pequeno trecho inclusive passando por área alagada. No entanto, para a minha surpresa, agora é tudo asfaltado, bem sinalizado, em excelente estado. Não por acaso, aquela dúzia de casas que havia no entorno do farol, nos idos de 1990, agora se transformou numa vila agitada, com muitas casas de veraneio, restaurantes e pousadas. Até posto de gasolina tem, mais de um.

No caminho de volta, uma esticada até a Praia de Ipuã e uma cerveja num dos restaurantes da Barra, para fechar o dia antes de aguardar o Ferry nos trazer de volta. Para quem está afim de um passeio não muito longe do Vale do Itajaí, é um excelente local para passar um dia ou até mais.


Desde junho de 1891 ajudando os navegantes nas suas jornadas.


A subida é suave, aproveite a paisagem.


Cemitério e Capela no pé do morro: bela vista para os vivos e também para os mortos.


O lugar é fotogênico 360 graus, podem abusar dos clics.


E uma casinha assim? Quem não gostaria?


A praia de Ipuã. Bonita, mas para chegar nela prepare-se para um caminho tipo ¨costela de vaca¨.


Lugar para fazer comerciais de carros, não é?

Um comentário da jornalista Beth Pacheco, no programa “Em Pauta” da Globonews, bastou para apanhar o celular e comprar o livro São Paulo nas alturas. Escrito pelo também jornalista Raul Juste Lores, a obra contempla uma extensa pesquisa sobre a verticalização da maior cidade do Brasil, destacando alguns dos edifícios-ícones do skyline da Pauliceia, como carinhosamente a cidade é inúmeras vezes chamada.

Interessante saber que a construção de arranha-céus da escola modernista se intensificou principalmente a partir dos anos 1940, tendo o apogeu até em meados da década seguinte. As crises econômicas – e políticas – desde então influenciaram sobremaneira a paisagem paulistana. No livro fica-se sabendo como a construção de Brasília afetou e até arruinou, por vezes, a indústria da construção civil de São Paulo. A megalomania de governantes, as sucessivas alterações nas leis de zoneamento na cidade e até as tendências políticas dos mais renomados arquitetos da época são alguns dos fatores determinantes para a configuração atual da metrópole.

O emblemático Edifício Itália, no qual já pude conhecer o mirante nos anos 90, tem uma das histórias mais peculiares. No terreno onde o espigão foi erguido havia um casarão pertencente ao Círculo Italiano paulista. Confiscado e transformado em uma repartição pública pelo Governo Vargas, em 1942 – logo após o Brasil declarar guerra aos países do Eixo – a residência foi readquirida na década seguinte, quando no entorno o processo de verticalização já valorizava bastante a região.

Os italianos fizeram um concurso entre arquitetos para escolher um projeto que aproveitasse ao máximo todo o potencial do terreno. No período pós-guerra, foi grande a afluência de arquitetos oriundos da Europa em busca de trabalho em São Paulo. Dentre os quatro projetos apresentados, três eram de equipes italianas e um era do alemão Franz Heep. Sem bairrismos, a proposta do alemão foi a escolhida pela italianada. As obras seguiram demoradamente, justamente no período de maior inflação e falta de dinheiro para tocar adiante o gigante. Somente em 1965 seria concluído, dez anos após a aprovação do projeto de Heep.

Além de curiosidades arquitetônicas, o livro oferece um bom arsenal de informações sobre o quão nefasto alguns governos populistas podem ser para a economia como um todo ou para alguns aspectos do cotidiano – moradia, mobilidade, etc. Apesar de abordar primordialmente os anos 1950, 1960 e 1970, o livro mostra que a intensa intervenção estatal na vida nossa de cada dia é apenas o reflexo contemporâneo de um hábito antigo dos governos brasileiros. Vale a pena ler e conhecer esse processo.

Cada um com seu gosto, não é? Eu, por exemplo, não posso ver um carro velho que já vou fotografando. É um misto de nostalgia misturada com admiração em ver como esses objetos móveis chegaram aos dias de hoje, que histórias carregam, por quais aventuras passaram…Em Montevidéu ainda se encontra bastante desses guerreiros, muitos deles familiares aos brasileiros. A diversidade de carros pelas ruas uruguaias é grande. Importam de todas as marcas, e na frota mais nova predominam os carrinhos chineses, desconhecidos em sua maioria por aqui . Pelo visto, é mais um mercado que a nossa indústria automotiva – entre tantas outras- perdeu espaço para os asiáticos.

Se esse Fusca falasse…diria que o tempo estava bom, sem chuva nesse dia.

Chevette rubro-negro, de algum flamenguista será?

Mais um Fusca, tomando sol nas ramblas.

Esse era produzido na Argentina: Ford Falcon. Se bem cuidado, seria um clássico equivalente à um Opala ou Galaxy no Brasil.

Fiat Panorama: Detalhe no fechamento da porta traseira. Isso me faz lembrar que preciso arrumar a fechadura do porta mala do meu carro, senão…

Del Rey e um Fiat, combalidos mas ainda prestando serviço aos feirantes da rua Tristan Narvaja.

Mais um Fiat ¨vintage¨, esse nas sombras do Parque Rodó.

Nem só de grandes obras ou belas paisagens se faz uma cidade atraente aos olhos curiosos. Eu gosto de pescar alguns detalhes para marcar a passagem por um novo local visitado. Claro que em sua maioria acabam sendo registros arquitetônicos, mas nem todos. Alguns nos remetem à fatos históricos, outros são mais contemporâneos. Nas fotos abaixo dou maiores explicações às imagens captadas.

A âncora do Graf Spee. Para os aficionados ao assunto Segunda Guerra Mundial, esse é um local interessante a ser visitado. O monumento fica próximo ao terminal de cruzeiros, dentro do porto. Retiraram-na do navio de guerra alemão, que foi propositalmente afundado pela tripulação, no Rio da Prata, em frente à Montevidéu. Sendo avariado após uma batalha com navios ingleses, o navio havia permanecido apenas 72 horas no porto da cidade e, não tendo condições de romper o cerco numa nova batalha que os aguardava, os alemães tomaram a medida drástica. Até hoje é um marco relembrando pelos uruguaios.

Além da âncora, encontra-se na mesma pracinha o telêmetro, instrumento de pontaria também retirado dos destroços. O mais emblemático ícone retirado
do navio, porém, não está à mostra em nenhum lugar da cidade. Uma águia segurando a suástica nazista, que servia como figura de proa da embarcação, foi exibida por apenas duas semanas, tão logo foi recuperada em meados de 2006. No mesmo ano, atendendo o pedido do governo alemão, os uruguaios se comprometeram a manter o objeto embalado e guardado sob os cuidados da Marinha.

Para os casais apaixonados que visitam a cidade, tem uma fonte apinhada de cadeados, na avenida 18 de julho, próximo à bifurcação com a aven. Constituintes.
Numa banca de jornais ali perto vendem cadeados. É a réplica de Montevidéu de uma ponte parisiense que serve ao mesmo propósito: as juras de amor.

Na feira da rua Tristan Narvaja uma das barraquinhas oferecia esse modelo de caneca, com a estampa do famoso ex-presidente Mujica, insinuando: Yes we can Nabis, em alusão à frase de campanha de outro famoso ex-presidente, Barack Obama. Em uma abordagem na rua, um nativo puxou papo, comentou o assunto e ofereceu-se para comercializar o produto. Fora isso, não vi outros sinais maiores pelas longas andanças na cidade. Ou seja, não vá pensando que em todo lugar encontrará um bando de maconheiros. Se Montevidéu virará a Amsterdã do Prata após a legalização do comércio da maconha, só o futuro pode dizer.

Vende-se os Beatles. Na região do Mercado do Porto tem várias lojinhas de artesanato e lembrancinhas, exposição de fotografias, galeria de artes…lugar para turista gastar seu tempo e dinheiro. Eu só tomei uma cerveja Patrícia.

Não há prédio público que não tenha uma escultura ou alto-relevo marcando a fachada. Esse é do suntuoso prédio dos Correios do Uruguai, com uma torre altíssima que lembra o campanário de uma igreja, vista praticamente a partir de qualquer ponto da Ciudad Vieja.

Vitral é um negócio que sempre atrai minha câmera fotográfica. Tem vários para registrar nas igrejas, palácios, livrarias…Esse ao lado está no Mercado do Porto, dentro do restaurante Porto Marino.

O Palácio Salvo, na Plaza Independência, talvez seja o maior símbolo da cidade, daquele tipo como é a Torre Eifel, a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor. Todavia, foi tombado como Patrimônio Nacional um pouco tarde demais. Já tem 90 anos, ainda é uma bela construção, mas é mais bonito visto de longe. De perto, detalhes como os bronzes – foto abaixo – que adornam as colunas também se revelam verdadeiras obras de arte, valendo a visita. Mas é um pouco decepcionante conhecer o prédio por dentro e constatar o estado quase miserável da sua pouca conservação. Fiações e encanamentos aparentes, cheiro de mofo, decadência. Com tanto potencial turístico, esse monumento à arquitetura e pujança econômica dos uruguaios merece uma completa revitalização, embora na prática isso seja muito complexo e caro. Tomara que trabalhem para sua preservação, pelo menos.

A Catedral de Montevidéu, bem como outras igrejas na capital uruguaia, merecem uma visita, mesmo que você não seja católico ou cristão. Esse alto-relevo mostrado acima é bem pequeno, do 40 x 30 cm talvez, mas é tão bem feito que vale a pena ser replicado em fotografia. Além de perpetuar a imagem da família, nosso bem maior, não importando a sua crença.

O Aeroporto Internacional de Carrasco, que serve a capital Montevidéu, não poderia ser um portão de entrada melhor para o Uruguai. É um desbunde arquitetônico. Não é grande, mas com certeza é um dos mais bonitos nos quais você pisará. Na parte superior encontram-se dois aviõezinhos pendurados no teto, além de alguns objetos de um dos patronos da aviação uruguaia, compondo um pequeno museu. Um contraste perfeito entre a moderna construção e o legado histórico.

Montevidéu tem uma rica história evidenciada pela arquitetura, monumentos e praças. Mas durante a estadia pela cidade, o grande espetáculo acabou sendo proporcionado pela natureza do lugar. Nas largas avenidas que beiram o Rio da Prata e praticamente circundam toda a costa da cidade, chamadas de ramblas, os uruguaios se põe a caminhar e pedalar no final da tarde. E o desfecho do dia não poderia ter sido mais bonito: assistir o sol descendo no horizonte, pintando o céu de vermelho e laranja. Valeu a pena esperar e registrar esses momentos.

Essas fotografias foram feitas em Punta Carretas, a partir da Rambla Gandhi. Nessa época – início de março – entre 18h30 e 19h30, esteja com uma câmera na mão ou apenas aprecie sem moderação. Entrada franca!

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