Moedas do Brasil: o cruzeiro

Publicado em: Brasil

24 jan 2019

Nos anos 80 o Brasil vivia sob forte inflação e a moeda da época, o Cruzeiro, se desvalorizava a largos passos.
Em questão de poucos meses o governo criava novas cédulas, de maior valor impresso, para que as transações comerciais fossem realizadas dentro de um montante razoável de dinheiro.

Nesse post reuni algumas que vigoraram na época. Do mísero 1 cruzeiro aos espantosos 100.000 cruzeiros, o mais comum era homenagear cada cédula com uma figura histórica. Assim, tivemos o diplomata Barão do Rio Branco, que negociou nossas fronteiras (o popular mil barão), passando pela Princesa Isabel, Duque de Caxias e Deodoro da Fonseca, até chegarmos à figura de Câmara Cascudo, estudioso da cultura popular brasileira, na nota de 50.000 cruzeiros. Quando, porém, foi necessário lançar a cédula de 100.000 cruzeiros, dispensaram as personalidades e elegeram as Cataratas do Iguaçu para estampar a mais valorizada nota de então. De fato, um rio de dinheiro.

Quem passou pelo período sabe da correria aos bancos, e em seguida ao comércio, para adquirir os bens necessários no menor espaço de tempo possível, afim de não perder o seu poder de compra. Tal ciclo só seria revertido alguns anos mais tarde com a chegada do Plano Real, em 1994. Antes, porém, passaríamos por vários outros planos econômicos e ainda por mais trocas de moeda: do Cruzeiro para o Cruzado, deste para o Cruzado Novo, e novamente para o Cruzeiro, com alguns cortes de zeros nesse processo. Várias foram as cédulas lançadas no período. Boa parte delas, ou quase todas, mostrarei nesta e em outra postagem. Deem uma olhada:


Verdinha como o dólar, mas valia nada, coitada.


O famoso Barão.


Castelo Branco, o primeiro presidente do período militar entre 1964 e 1985.


O Duque (100), A Princesa (200) e o Marechal (500).


Outra de 1 mil Cruzeiros, com o militar Cândido Rondon. A de 5.000, traz Vital Brazil, médico cientista. Essas notas são de outra geração do Cruzeiro.


Câmara Cascudo, na nota de 50.000 cruzeiros. E as Cascatas do Iguaçu, na de 100.000.

Nota: pesquisando um pouco mais, achei uma cédula de 500.000 Cruzeiros, que homenageava Mário de Andrade. Acho que foi o limite em termos de valor para o Cruzeiro, nessa fase dos anos 80/90.

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