Moedas do Brasil: do Cruzado ao Cruzeiro Real

Publicado em: Brasil

25 jan 2019

Continuando a publicação sobre cédulas antigas, que circularam entre os anos 80 e início dos anos 90, nesse post podemos ver o troca-troca de moedas que ocorreu no Brasil em menos de 10 anos. Até organizar cronologicamente fica um pouco difícil para quem, como eu, sou leigo em economia e tenho apenas a lembrança e a guarda de algumas cédulas usadas na época. Ou seja, essa apresentação serve mais para uma recordação do que um registro preciso da história econômica.

Ao que se apresenta nas notas resgatadas de gavetas e velhas carteiras, dá para fazer o seguinte roteiro: do Cruzeiro fomos ao Cruzado (em 1986, governo Sarney). A seguir, com o naufrágio do Cruzado, seguimos para o Cruzado Novo, também no período Sarney (1985-1989). Já no governo Collor (1990-1992) o Cruzeiro foi reintroduzido, porém por pouco tempo. Acredito que já no governo de Itamar Franco, porém, tenha circulado por algum tempo o Cruzeiro Real, pois uma única cédula com essa nomeação foi encontrada.

É provável que esse Cruzeiro Real tenha sido um prelúdio para finalmente chegarmos ao Real, a moeda que nos acompanha desde 1994. Por um curto período, houve também a chamada URV (Unidade Real de Valor), um fator de conversão que foi usado por algumas semanas durante o período da última troca de moeda ocorrida no país. Difícil de entender ao ler? Imaginem vivenciar na prática.

Pintores, escritores, poetas, cientistas, ex-presidentes…várias foram as personalidades estampadas nas cédulas. Somente com o advento do Real essa prática deixou de ser seguida, e passaram a adotar os animais da fauna brasileira, que estão até hoje nas nossas notas. Também, convenhamos, haja ‘celebridades’ para homenagear com a inflação da época.


Machado de Assis, Cândido Portinari, Carlos Chagas e Oswaldo Cruz ilustraram algumas notas do período. As marcadas com um ‘carimbo triangular’ são da fase de transição do Cruzado para o Cruzado Novo. Já a de ‘carimbo circular’ é mais antiga, da transição de Cruzeiro para Cruzado.


Rui Barbosa, a Águia de Haia, ilustrava a nota de 10.000 Cruzeiros, antes do Cruzado. A cédula mostrada já era do período de transição (carimbada).


Duas notas que mostram bem uma das trocas de moeda: ambas com o ex-presidente JK, uma de 100.000 cruzeiros e a outra de 100 cruzados.


Os escritores Carlos Drumond de Andrade e Cecília Meireles, e o cientista Augusto Ruschi fizeram parte dessa ‘coleção’ do Cruzado Novo. Apenas a cédula de 200 Cruzados Novos dispensou uma celebridade. A de 50 Cruzados Novos já tem um carimbo para a nova fase de Cruzeiro, no governo Collor.


Por fim, Anísio Teixeira, jurista e educador, ilustrando uma rara cédula de Cruzeiros Reais.

Pelo menos nesse quesito ‘moeda’, o Brasil melhorou. Precisaríamos de novos ‘planos reais’ para termos um Estado mais prestativo e justo, menos corrupto e desperdiçador, para de fato evoluirmos como povo e nação. Quem sabe no futuro alguém conte num blog as loucuras da Lava Jato e casos similares, mas já num Brasil moralmente diferente?

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